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Foto obesidade

Em Goiânia, 38% dos homens com mais de 40 anos admitem sobrepeso

Isso é o que revela a pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia com apoio da Bayer HeathCare Pharmaceuticals que entrevitou 500 homens com mais de 40 anos, em Goiânia. Quase 50% dos entrevistados confessaram que estão sedentários

Texto: Ênya Morais

Foto: Internet

        Um em cada três (38%) homens com mais de 40 anos admitiu que está obeso na capital goiana. O alerta vem da pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia realizada com apoio da Bayer HeathCare Pharmaceuticals, laboratório alemão com atuação mundial no ramo de farmacêuticos. Além da obesidade, quase 50% dessa população confessa que está sedentária e mais de 60% afirma que come sem restrições. Só em Goiânia a pesquisa entrevistou 500 homens acima de 40 anos e, ao todo, ouviu 5 mil em nove cidades brasileiras. 

       Segundo artigo publicado pela Bayer HeathCare Pharmaceuticals do médico Farid Saad, a obesidade se relaciona com déficit de testosterona, hormônio masculino cujos indíces começam a cair a partir dos 40 anos. "A obesidade forma um círculo vicioso negativo para a saúde do homem, contribuindo para patologias como a síndrome metabólica, doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, disfunção endotelial e a própria deficiência de testosterona", afirma Saad. Ele afirma ainda que é importante a reposição hormonal para o controle do peso e melhoria das condições de saúde do homem. Pesquisa feita pelo laboratório alemão constatou que homens que não tinham quantidades suficientes de testosterona no organismo e fizeram reposição hormonal perderam em média 16 quilos em cinco anos de tratamento.

       Já para Theobaldo Silva Costa, chefe da Seção de Urologia do Hospital Alberto Rassi e professor do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, a terapia de reposição hormonal masculina é vista com reserva. "A reposição hormonal masculina não pode nem deve ser usada para fins estéticos como a recomposição de massa muscular e o retardamento do envelhecimento", alerta. Para o professor, a obesidade não é uma consequência da perda do hormônio masculino e, por isso, a terapia só pode e deve ser indicada para as pessoas que têm queda nos níveis de testosterona e que apresentam os sintomas característicos do problema. Significativa perda de massa muscular e de cálcio, apresentação de fadiga, insônia e ansiedade, perda de apetite sexual e disfunção erétil são sintomas da redução dos níveis de testosterona, enumera ele. Nem todas as pessoas com redução dos níveis de testosterona chegam a apresentar esses sinais clínicos, destaca o chefe da Seção de Urologia do Hospital Alberto Rassi.

     Para Nelson Rassi, médico endocrinologista, presidente do Instituto de Assistência e Pesquisa em Diabetes, a obesidade na população em geral e no homem, em particular, é resultado da ascensão das classes sociais menos favorecidas. Ele associa também a obesidade ao acesso à tecnologia, que diminui a necessidade de realização de exercícios físicos para a execução de tarefas. "Com um poder de compra maior, estas pessoas passaram a comer com predominância alimentos ricos em gordura e em açúcar", pontua o médico endocrinologista.